sábado, setembro 1

Tinha o hábito de meter folhas soltas no livro de endereços e na agenda. Pequenos catálogos em letra reduzida. Listas de coisas que tinha de fazer ou em que tinha de pensar. Pequenos catálogos angustiados de mulheres a quem poderia telefonar se o vazio se fizesse sentir com premência. De que temos medo quando deparamos com o vazio? De nunca mais sairmos dele? De não encontrarmos, desta vez, uma saída, apesar de a termos encontrado todas as outras vezes? Ou temos medo de encontrar alguém lá dentro?
A Amante Colombiana, Lars Gustafsson

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