domingo, maio 21

Lembro-me de agendar o Armagedão para Agosto. Na altura do sol, da areia nos cabelos, do sal na pele. Nenhum dia em concreto. Nenhum local pré-estabelecido. Apenas um mês. Agosto.
Decidi-o quando estava deitada na erva de um qualquer relvado debaixo de uma árvore com pássaros a chilrear. No bocejo da digestão de um qualquer pastel de Belém, ainda com a boca a saber a canela. Ou então foi num entardecer à janela de um cacilheiro, observando as gaivotas a voar junto das ondas do rio. Ou quando uma pequena onda veio lamber-me os pés adormecidos no cansaço de um dia qualquer.
Não sei bem qual a razão nem se há uma. Agosto. Julgo que nunca gostei do mês de Agosto. Talvez seja por isso. É razão suficiente na ausência de outra talvez mais objectiva.

Etiquetas:

2 Comentários:

Às 3:59 da manhã , Anonymous Ricardo disse...

Apocalipse como eutanásia?

 
Às 11:54 da tarde , Blogger sandra disse...

isso não seria legal.

 

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

<< Página inicial