sexta-feira, março 26

Amante querido
que te chegas a mim sem te apresentares condignamente,
sem te prestares a nenhum preâmbulo mais dentro
dos padrões das boas maneiras e da etiqueta,
tu que te aconchegas no meu peito e me
destróis com palavras inflamadas pelo
vício de quem é eterno,
tu que me possuis sem vergonha, tu
que te apoderas de todo o meu ser e me tornas
tua perpétua escrava

Tu que te introduzes no que ainda
é meu,
tu que dominas e persegues

E eu que te presto vassalagem incessante
ao te procurar por todos os
cantos
Eu que te tento abraçar, monstro querido
meu querido
devorador, amante das almas
atormentadas
Tormento dos modernos,
dos que já não sabem viver sem
teu domínio tirânico
Nosso amigo

Alguém sabe que horas são?

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